Estabelecido no Brasil, desde 1996, o calabrês Antonello Monardo virou sinônimo de café de qualidade em Brasília, onde mora e mantém em permanente movimento uma torrefação de produto gourmet e uma escola para formação de baristas - profissionais treinados por ele para produzir café de altíssima qualidade. Requisitada pelos melhores bares e restaurantes da capital federal, a marca "Antonello Monardo" não é apenas o resultado de uma boa técnica, mas conseqüência de uma história iniciada no início do século XX, junto com a última leva de imigrantes italianos que atravessaram o oceano Atlântico para trabalhar nas lavouras de café de São Paulo.
Entre esses imigrantes estava Domenico Monardo, avô de Antonello, cuja rápida e trágica passagem pelas plantações de café de fazendas paulistas, na década de 1920, deixou órfão um filho do mesmo nome, mas plantou uma semente de ótimo grão na cabeça do neto, ainda por nascer, na Calábria. "Antonello Monardo, louco por café" é, portanto, uma mistura de uma paixão descabida de um mascate italiano bem sucedido com as memórias do menino calabrês criado aos goles do café feito em cafeteiras regionais - mokas brilhantes - na cozinha de sua infância, em Reggio Calábria. É, antes de tudo, uma homenagem aos antepassados italianos que vieram substituir a mão escrava nos cafezais brasileiros, e que desta terra fizeram a sua terra, a qual aprenderam a amar como se brasileiros fossem.
Traduzido para o italiano pelo próprio Antonello Monardo, o novo livro da Editora Senac-DF pretende ser um guia para o conhecimento da história do café no Brasil, mas, também, uma didática apresentação sobre a arte de misturar, torrar, moer e tomar a mais brasileira de todas as bebidas. O texto principal de "Antonello, louco por café" é de autoria de Leandro Fortes, há, ainda, uma seqüência de quadrinhos feitos por Luigi Pedone e de imagens do fotógrafo Daniel Madsen para as ilustrações das receitas de café preparadas especialmente para os leitores.
SERVIÇO: www.monardo.com.br
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